Manual técnico e operacional

Crie integrações sem abrir o ERP

O TS API Hub transforma conexões autorizadas em contratos estáveis, seguros, versionados e auditáveis. Esta ajuda explica o caminho prático: conectar uma origem, testar a consulta, definir parâmetros e campos, homologar e só então publicar.

1. Como o Hub se organiza

O Hub separa cada responsabilidade para evitar que uma credencial ou uma consulta vire acesso irrestrito. A interface usa nomes simples, mas internamente os vínculos permanecem explícitos.

Cliente / GrupoQuem é dono da integração e quais empresas pertencem a ele.
ConexãoComo o Hub alcança banco, TS Connect ou API externa.
APIContrato publicado: entrada, operação, saída, segurança e limites.
ClientSistema consumidor, com credencial, scopes e empresas permitidas.
CatálogoModelos reutilizáveis para acelerar integrações homologadas.
FluxoOrquestra várias operações sem expor credenciais ao consumidor.
Sistema consumidor │ OAuth2 / Basic / API Key / HMAC / mTLS ▼ TS API Hub → valida Client, empresa, scope, limite e Route │ ├── Banco read-only / TS Connect ├── API REST externa └── Fluxo composto ▼ resposta normalizada + request_id + auditoria
Regra essencial: nunca publique uma rota que permita ao consumidor enviar SQL, nome de tabela, coluna, JOIN ou credencial da origem. O consumidor envia apenas parâmetros previstos no contrato.

2. API Studio

O API Studio é a área principal para criar, agrupar, testar, versionar e publicar contratos. A visão padrão é por API/recurso, não por tabelas técnicas separadas.

Origem. Escolha Cliente/Grupo e uma conexão já testada. Banco direto e TS Connect são usados para consultas; REST para serviços externos.
Consulta e parâmetros. Cole um SELECT/CTE read-only ou use um contrato importado. O Hub detecta binds como :company e :codigo.
Mapeamento. Escolha o que sai da API e dê nomes estáveis aos campos. O consumidor não precisa conhecer nomes físicos do ERP.
Prévia real. Informe valores de homologação e execute com limite de linhas. Confira exatamente o JSON que será exposto.
Rota e publicação. Defina método, caminho, scope, autenticação, empresa/roteamento e limites. Primeiro Homologação; depois Produção.

Lista de APIs

Use pesquisa e filtros para localizar por rota, operação, recurso, conexão ou scope. APIs ficam agrupadas por recurso. O botão Gerenciar abre contrato, consulta, mapeamento, teste, credenciais, revisões e publicação no mesmo contexto.

O modo avançado continua disponível para manutenção técnica de Resources, Operations e Routes, mas não é necessário para o fluxo comum.

3. Importar script ou contrato

Use Importar script / contrato quando outro projeto já possui SQL ou uma especificação OpenAPI. A importação é assistida: ela cria um rascunho, nunca publica e nunca executa automaticamente.

SQLValida se é leitura, detecta parâmetros :bind, aliases e alertas como SELECT *. Depois abre o Criar API com o script preenchido.
OpenAPI / Swagger JSONLê métodos, paths, operationId, parâmetros e tags. Use o resultado para gerar ou evoluir um modelo no Catálogo.

Segurança da importação

  • SQL importado passa pelo mesmo validador read-only.
  • INSERT, UPDATE, DELETE, DDL e múltiplas instruções são rejeitados.
  • Importar não significa homologar: a conexão, os parâmetros e o retorno ainda precisam ser testados.
  • Não cole senhas, tokens ou strings de conexão dentro do script.

4. Parâmetros sem formulário gigante

Cada parâmetro aparece em uma linha compacta com valor de teste, origem, tipo e obrigatoriedade. Regras menos usadas ficam recolhidas em Mais regras.

RegraQuando usarExemplo
OrigemQuery, path, header ou body conforme o contrato.company em query
TipoTexto, inteiro, número, booleano ou array.código deve ser texto para preservar zeros
RegexFormato estrito.^[0-9]{44}$ para chave NF-e
Valores permitidosEnumeração curta e conhecida.001,002,003
Mín./máx.Tamanho ou faixa numérica.lote de 1 a 100
Somente dígitosDocumento/chave sem pontuação.CNPJ, chave
CSV → arrayEntrada compacta para listas quando o contrato permitir.1,2,3
Não aplique regras incompatíveis ao mesmo campo. Um parâmetro de texto não precisa de mínimo numérico; regras vazias são ignoradas.

5. Mapeamento e contrato de saída

O mapeamento é a barreira entre o nome físico da origem e o nome público. Se o ERP usa ITE_DESITE, a API pode publicar descricao. Uma troca de ERP não precisa quebrar os consumidores.

O que configurar

  • incluir/excluir campo;
  • nome público;
  • tipo;
  • obrigatório / nullable;
  • trim, dígitos, case;
  • valor padrão quando tecnicamente válido.

O que evitar

  • retornar a linha inteira do ERP;
  • expor campos internos sem necessidade;
  • renomear silenciosamente sem contrato;
  • forçar número em códigos com zero à esquerda.

6. Credenciais e segurança

O método escolhido determina quais campos devem ser preenchidos. Client e Route precisam concordar: habilitar um método no Client não libera todas as rotas.

MétodoCampos principaisUso
OAuth2 Client CredentialsClient ID + Secret; token curtoPreferido para serviços TS
BasicUsuário/Client ID + senhaCompatibilidade com integrações existentes
API KeyClient + chave + nome do headerAPIs que usam chave dedicada
Bearer estáticoToken/secret diretoIntegrações simples controladas
OIDC/JWT externoIssuer, Audience, JWKS e claimsIdentidade externa
HMAC SHA-256Chave HMAC, headers e tolerânciaAssinatura por requisição e anti-replay
mTLSCertificado validado no proxy + fingerprint opcionalCanal de confiança forte
Secrets são dados sensíveis: exibição completa somente no momento apropriado de criação/rotação. Logs e auditoria nunca devem registrar segredo, access token completo, senha de banco ou certificado privado.

8. Modelos do ecossistema TS

A versão 0.11.4 mantém e amplia modelos/contratos para os projetos que dependem do Hub. TS Labels já possui SQL AUTCOM/MySQL funcional para produto/código de barras e localização e exige a escolha da origem real durante a importação. Nos demais modelos, quando a estrutura física do ERP não é conhecida, o Hub mantém a operação em Homologação para mapeamento explícito em vez de inventar SQL.

ProjetoContratos preparadosResponsabilidade
TS Reports 3.xClient técnico ts-reports; consumo de qualquer dataset publicado/autorizado; referência para eventos do Studio.Reports define consulta, parâmetros, response_path e Snapshot/Live/Hybrid. O Hub expõe dados.
TS LabelsPOST /v1/labels/product
POST /v1/labels/location
Hub busca/normaliza produto e localização; Labels monta e imprime.
TS WMS · Compras/v1/wms/purchasing/stock, sales, pending-orders, orders, brandsHub entrega fatos ERP. Eventos operacionais continuam no TS Event Hub.
TS Cadastro Intelligence / SEFAZOperações REST para /api/v1/queries, batches, validate, connectors e leads.Certificados, RFB/SEFAZ e saneamento permanecem no serviço cadastral.
TS Credit Monitor / SerasaGET /v1/credit/customersHub entrega compras, aberto, vencido e limite; decisão/consulta Serasa fica no monitor.
TS NF-e ControlGET /v1/nfe/{access_key}/erp
POST /v1/nfe/erp/check-batch
Hub informa o que existe no ERP; decisão fiscal e manifestação ficam no TS NF-e.
AUTCOM / JACSYS / SSPlusModelos já mapeados no Catálogo.Informe URL, autenticação e parâmetros reais; importe somente os endpoints necessários.
Essa separação evita transformar o TS API Hub em TS Reports, WMS, Cadastro, Credit Monitor ou NF-e Control. O Hub orquestra acesso e contratos; cada aplicação preserva sua regra de negócio.

9. Designer de fluxo

Use fluxo quando uma API precisa chamar várias operações, aplicar condição, transformar dados ou compor uma resposta. O Designer ocupa quase toda a tela, possui zoom, organização automática e inspector contextual.

Operação / APIExecuta uma Operation existente. Retry é opcional por nó.
CondiçãoDesvia para caminho verdadeiro/falso.
TransformarMonta objeto usando $input e $steps.
MergeCombina saídas anteriores.
AguardarEspera controlada de 0 a 300 s.
Falha controladaInterrompe com código, mensagem e HTTP definidos.

Referências

$input.company
$input.codigo
$steps.consultar_produto.data
$steps.validar.result

Retry

Retry de uma operação é opt-in. Configure número de tentativas e intervalo somente quando repetir a chamada for seguro. O motor só repete falhas técnicas 5xx; não repete automaticamente erros de validação.

Para POST/PUT/PATCH que alteram dados, só habilite retry quando a origem suportar idempotência ou quando o contrato garantir que a repetição não duplica efeitos.

10. Homologar e publicar

  1. Conexão/Target testado e ativo.
  2. Consulta validada como read-only quando aplicável.
  3. Parâmetros com valores reais de homologação e limites corretos.
  4. JSON de saída revisado e sem campos indevidos.
  5. Client criado, método de autenticação configurado e segredo tratado corretamente.
  6. Scope da Route compatível com o Client.
  7. Empresa/filial resolvida explicitamente.
  8. Rate limit, lote e timeout definidos.
  9. Teste da Operation executado.
  10. Teste da Route executado com autenticação real.
  11. Auditoria contém request_id e não contém secrets.
  12. Somente então publique Operation e Route.

11. Diagnóstico rápido

SituaçãoO que verificar
401Client, secret/token, método habilitado e expiração.
403Scope, empresa permitida, IP e Client explicitamente autorizado na Route.
404 RouteMétodo + path + ambiente + status da Route.
422Regex, tipo, obrigatório, enum, limites de lote e schema.
429Limite do Client, Route e unidades/custo.
502/503Target, credencial da origem, rede, Connector/TS Connect e disponibilidade do sistema externo.
Teste SQL falhaBind ausente, acesso read-only, nome físico, timeout e limite de linhas.
Retorno incorretoMapping, tipo, nullable e response_mode.

Use sempre o Request ID para correlacionar teste, auditoria e log técnico. Em diagnóstico administrativo, detalhes técnicos podem aparecer sanitizados; nunca exponha segredos ao consumidor.

9. Editor de API 0.11.4

Ao editar uma API existente, o assistente começa pela origem/conexão. O Target exato fica visível nas etapas seguintes e pode ser testado ou trocado. O editor SQL detecta binds :nome em tempo real; valores de homologação, tipo e origem do parâmetro ficam juntos e as regras avançadas permanecem recolhidas.

No Catálogo → TS Labels, selecione o projeto e a Connection/Target AUTCOM/MySQL real. A importação grava essa origem na Operation e na Route, atualiza placeholders antigos e mantém tudo em Homologação até o teste real.

10. Diagnóstico e contrato TS Labels 0.11.4

O teste SQL informa resultado real da origem. Em caso de falha, o Studio mostra HTTP, código, etapa, mensagem, Request ID e detalhe técnico sanitizado. Para TS Labels, /v1/labels/product e /v1/labels/location são lookups de objeto único; pesquisas por descrição ou marca usam /v1/labels/product/search.

11. Acesso da API por Client

Credencial, secret e método de autenticação pertencem ao Client. A API/Route não cria nem rotaciona segredo. Em Acessos, selecione um ou vários Clients autorizados. Isso permite usar o mesmo endpoint com Clients diferentes por loja. O Hub mantém o scope necessário internamente quando o vínculo explícito é salvo.

Use o modo Somente Clients selecionados como padrão. O modo Qualquer Client do projeto com o scope fica disponível para cenários administrados por scope.